Pesadelo

Pesadelos, todos nós já tivemos, talvez não consigamos lembrar, mas quantas vezes você já não teve esses pesadelos acordado?


Pesadelo

O mórbido e sombrio frio,
Diversas vezes representando o vazio,
Hoje chega em meu coração,
Meu corpo se vai ao chamado da morte,
Corvos estão as portas,
Eles irão entrar e não demora,
Pousando sobre esse corpo já falecido,
Que cria para sí um sentimento tão esquecido,
Me recuso a lembrar que já gostei,
De parentes, amigos ou mesmo de outro alguém,

O calor se esvai e nada mais fica
O inabálavel frio chegou, e levou-me a vida,
Sei que não posso, e não devo jamais me render,
Mas essa dor luta e parece que vai vencer,
O vazio se instala e em um poço estou,
O que mais posso fazer, já que tudo você levou?
O sangue agora corre lentamente formando um tapete,
Tão inerte e tão quente,
Amanhã problemas terão aqueles que irão limpar esse salão
A escuridão chega, os olhos estalam,

E em um útimo empasse revejo minha estrada,
Lembro-me de como era ser criança,
Como foi a juventude, dos erros cometidos,
Não sei como foi minha velhice,
Mas sei que a dor irá me mostrar
Cedo ou tarde ela há de chegar
Não posso mais continuar aqui,
Esse salão vai fechar e preciso partir,
Com esse cheiro de sangue no ar,
Dou um último suspiro e tento me levantar,
Para muitos isso é tão horripilante,
Mas para mim apenas mais um,
Pesadelo irritante,
Mais uma vez o sol nasceu,
E o sangue no meu sonho,
Não era o meu.

--Raylander Melo

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